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6 meses e os números

Dia 9 de novembro completou seis meses do início das minhas mudanças aqui na Nova Zelândia. E o dia 9 é cheio de significações para mim, ou o número 9 para ser mais exata. Mas outro número entrou também para a minha lista de significações, o número 24 (não pense em viado). E agora presto atenção nestes números, até que outros apareçam trazendo momentos importantes na minha vida. Vamos primeiro ao 9. Dia 9 de maio foi o dia que saí para comemorar o meu visto, toda quebrada de um tombo e foi o dia que conheci uma pessoa que acabou sendo responsável por eu não desistir de ficar aqui. Depois 9 de agosto, o dia que fiz minha primeira entrevista para o atual emprego.  9 de setembro foi o dia que fechei o quarto onde eu moro hoje. Além disso, 9 é o mês do meu aniversário e 9 de novembro é o aniversário da minha mãe. O dia 24 de agosto marca o meu primeiro dia no novo trabalho, 24 de setembro o dia que me mudei para a nova casa, com móveis do meu quarto comprados por mim, e no pró...

Opções

Estou a sete meses do meu visto vencer. E preciso me decidir. Quando vim para cá a ideia inicial era passar dois anos, estudar management, aproveitar o ano de visto aberto e voltar para o Brasil. O curso foi feito e meu visto saiu em maio deste ano. Não consegui o emprego dos meus sonhos, mas consegui o emprego que me paga bem e me permite agora sonhar com as viagens que queria fazer. Mas acho que o Iphone virá primeiro. Fazendo um balanço de todo este tempo que estou aqui, tenho que agradecer e reconhecer que apesar de todas as dificuldades, ainda fui bem sortuda com a minha vida de imigrante. Até agora não precisei trabalhar de "cleaner", nem lavando vasilhas em restaurante, como é a realidade da maioria dos imigrantes aqui, principalmente os brasileiros. Comecei como marketing para América do Sul, passei como recepcionista e auxiliar administrativo e agora trabalho com ouro. Passei por situação de imigrante, fui garçonete de eventos e não exito em trabalhar com isto d...

Uma vida passando rapidamente

Assim que tenho me sentido. Tudo passando muito rápido. Semana passada completou um mês que estou morando na casa nova e dois meses que estou no meu novo trabalho. Não sei o que é, mas parece que estou há meses na nova empresa e há um tempão na casa nova. Na verdade, acho que aconteceu tanta coisa ao mesmo tempo que perdi a noção. Depois da pressão das primeiras semanas, com muita informação atirada sobre mim ao mesmo tempo. Além da busca pela casa, pela mobília, meu corpo agora começa a entrar em ritmo normal depois de ter trabalhado durante cinco semanas com um dia só de folga. Foi ótimo para o bolso, mas totalmente complicado para o meu corpo. Mas como o ser humano se adapta a tudo, quarta estou de folga de novo e não sei o que vou fazer. Estou achando até estranho para ser bem honesta. Durante este período sofri uma grande decepção com uma pessoa, que para tentar consertar o que fez me apresentou as filhas. Cheguei a conclusão de que ele realmente mexe comigo. Mas estou pr...

Lar doce lar

Quanto tempo sem postar! Juro que não achei que fosse tanto tempo. Até pelo meu aniversário eu passei. E encontrei casa também. Depois de vários meses vivendo como cigana, finalmente encontrei um lugar. E hoje é minha primeira noite aqui. Acho que vou gostar daqui. Aliás, tem tudo para eu gostar. Um flatmate super gente boa, e uma casa super aconchegante. Bem, tenho trabalhado feito uma louca. Aos poucos estou assimilando o serviço, mas é muita responsabilidade, então o medo de errar é grande também. Quero ser boa, apesar de todo mundo dizer que é um trabalho fácil. Eu acho que pode até ser fácil depois que você está bem treinada, mas não tira o fato de que um simples descuido e pronto: levou gato por lebre. Fui super bem recebida na empresa e isso me deixou feliz. Sei que preciso ter mais atenção. Mas cometi um erro gravíssimo: achar que posso trabalhar seis dias por semana. Estou vendo que não posso, ainda mais com uma carga horária tão grande. Ou seja, em um mês estarei exa...

E ela voltou...

Quando decidi vir para a Nova Zelândia, eu estava certa de que tudo daria certo. Não sei porque, mas o medo era uma palavra que não fazia parte do meu vocabulário. E de certa forma tudo foi dando certo, apesar de todas as dificuldades. Eu sentia que podia e que conseguiria. No entanto, a uma semana de viajar para o Brasil, as coisas mudaram e aquele sentimento de confiança no futuro fugiu de mim. Fiquei sem chão, perdida e várias coisas foram acontecendo de forma que fui me sentindo cada vez mais perdida e mais fraca. O visto chegou e eu não conseguia achar o tão sonhado emprego de horário integral. E o meu emprego fixo não me permitia fazer nenhum tipo de plano por aqui. Sabia que onde eu estava morando era provisório e que teria que procurar outro lugar para morar. Na verdade, onde estou também é provisório (gostaria que não fosse). Mas agora pelo menos tenho uma luz no fim do túnel. Mas antes de falar da luz, preciso dizer o quanto isto tudo mexeu com meu organismo. Meus...

Observando o mar

Um dos melhores presentes aqui na Nova Zelândia está sendo acordar e olhar o mar e as montanhas. No meio a tantas emoções, situações que me colocaram a prova, e acho que no final me deixarão mais forte, eu estou conseguindo parar e contemplar o mar. Não estou mega inspirada para escrever ultimamente, mas pelo menos estou conseguindo enxergar a beleza das coisas. Depois de um período extremamente difícil, acho que estou voltando ao meu centro novamente. E não sei explicar exatamente como foi difícil, só que a minha sensibilidade estava tão alta que eu só queria chorar. E também não sei explicar como voltei ao normal. Bem, não sei se estou normal ainda, mas pelo menos não estou com tanta vontade de chorar. Tive até coragem de fazer algumas coisinhas, como mudar o visual. Agora tenho mechas no cabelo  e o tamanho diminuiu consideravelmente. Foi um choque quando vi o tanto que foi cortado no chão, mas estou super satisfeita com o resultado. Estou experimentando pela primei...

The Bucket List

Eu deveria neste momento vir falar sobre a minha vida de cigana, que acabou por pelo menos dois meses, aliás vou pensar que acabou para sempre, porque saindo daqui vou direto para a minha residência definitiva (espero que pare de me mudar tanto). Mas eu vou falar do filme que acabei de ver: The Bucket List . Não é um filme novo. Na verdade eu me lembro que ele foi lançado no Brasil também, só não me lembro o nome. Enfim, isso me fez pensar várias coisas e, inclusive, numa frase que li no livro que estou lendo ( Kim, The Kiwi o the Konig ). No livro, o conselho da mulher do Kim é que você nunca deve ter medo do que os outros pensam de você, é este medo que o paralisa e você não atinge o sucesso. A frase não é bem esta, mas este é o recado. Tenho pensado nisso há uma semana, desde quando a li. Já The Bucket List me fez pensar também neste medo que a gente sente e nos paralisa. Ou o conforto que preferimos ao risco do novo. Para ser bem sincera, o novo pode assustar e tudo vai d...