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Mostrando postagens de 2012

Mais um ano chega ao fim

Não sei se é porque somos a primeira virada do ano no mundo ou se é porque estou velha, mas para mim 2012 voou. Foram vários desafios, altos e baixos, obstáculos superados e novos que estão para serem vencidos. DEFINITIVAMENTE FOI UM ANO DE MUDANÇAS. E não sei  dizer se no final das contas este ano foi bom ou não.  Algumas das minhas metas foram atingidas, outras não. Passei momentos complicados que me afastaram delas, mas por outro lado vivi momentos intensos e tomei atitudes que jamais imaginei. Se elas foram acertadas, na verdade não sei. Só sei que vivi. Conheci pessoas que jamais pensei que pudessem aparecer na minha vida e fui tratada como princesa. Acabei vindo morar de frente para o mar, e quando pensei que perderia uma vista linda, achei outra casa com vista do mar. Conheci os diversos tons do mar, desde o cinza de um dia chuvoso ao azul do sol brilhando no céu. Vi ventania, tempestade. Vi arco-íris, vários! Morei com diversas pessoas diferentes, mor...

Minha vida em North Shore

Nunca havia pensado em morar depois da ponte. Ainda mais após um ano vivendo em Auckland. Poderia me imaginar em vários lugares, menos em North Shore. Pouco conhecia deste lado, e, para não falar que nunca tinha vindo para cá, bem... Acho que umas quatro vezes no prazo de um ano. E de repente, o desconhecido virou conhecido. As vezes que vim para cá tudo parecia estranho e distante. Tão distante que somente na semana passada descobri onde foi o restaurante que fui num aniversário logo quando cheguei aqui. Esta foi a primeira vez que pisei em Takapuna. Depois fui a um jogo da copa de rugby em Albany, um dia de praia com as amigas em Browns Bay e depois um dia de praia em Takapuna. E aí, a partir de maio, esta região começou a ser desbravada. Nesta época já tinha meu carro e meu GPS, que me ajudaram a encontrar a casa da pessoa que vim visitar e foi por causa dele que vim morar em Takapuna. A partir deste dia, minha busca por residências se restringiu praticamente a este lado da...

6 meses e os números

Dia 9 de novembro completou seis meses do início das minhas mudanças aqui na Nova Zelândia. E o dia 9 é cheio de significações para mim, ou o número 9 para ser mais exata. Mas outro número entrou também para a minha lista de significações, o número 24 (não pense em viado). E agora presto atenção nestes números, até que outros apareçam trazendo momentos importantes na minha vida. Vamos primeiro ao 9. Dia 9 de maio foi o dia que saí para comemorar o meu visto, toda quebrada de um tombo e foi o dia que conheci uma pessoa que acabou sendo responsável por eu não desistir de ficar aqui. Depois 9 de agosto, o dia que fiz minha primeira entrevista para o atual emprego.  9 de setembro foi o dia que fechei o quarto onde eu moro hoje. Além disso, 9 é o mês do meu aniversário e 9 de novembro é o aniversário da minha mãe. O dia 24 de agosto marca o meu primeiro dia no novo trabalho, 24 de setembro o dia que me mudei para a nova casa, com móveis do meu quarto comprados por mim, e no pró...

Opções

Estou a sete meses do meu visto vencer. E preciso me decidir. Quando vim para cá a ideia inicial era passar dois anos, estudar management, aproveitar o ano de visto aberto e voltar para o Brasil. O curso foi feito e meu visto saiu em maio deste ano. Não consegui o emprego dos meus sonhos, mas consegui o emprego que me paga bem e me permite agora sonhar com as viagens que queria fazer. Mas acho que o Iphone virá primeiro. Fazendo um balanço de todo este tempo que estou aqui, tenho que agradecer e reconhecer que apesar de todas as dificuldades, ainda fui bem sortuda com a minha vida de imigrante. Até agora não precisei trabalhar de "cleaner", nem lavando vasilhas em restaurante, como é a realidade da maioria dos imigrantes aqui, principalmente os brasileiros. Comecei como marketing para América do Sul, passei como recepcionista e auxiliar administrativo e agora trabalho com ouro. Passei por situação de imigrante, fui garçonete de eventos e não exito em trabalhar com isto d...

Uma vida passando rapidamente

Assim que tenho me sentido. Tudo passando muito rápido. Semana passada completou um mês que estou morando na casa nova e dois meses que estou no meu novo trabalho. Não sei o que é, mas parece que estou há meses na nova empresa e há um tempão na casa nova. Na verdade, acho que aconteceu tanta coisa ao mesmo tempo que perdi a noção. Depois da pressão das primeiras semanas, com muita informação atirada sobre mim ao mesmo tempo. Além da busca pela casa, pela mobília, meu corpo agora começa a entrar em ritmo normal depois de ter trabalhado durante cinco semanas com um dia só de folga. Foi ótimo para o bolso, mas totalmente complicado para o meu corpo. Mas como o ser humano se adapta a tudo, quarta estou de folga de novo e não sei o que vou fazer. Estou achando até estranho para ser bem honesta. Durante este período sofri uma grande decepção com uma pessoa, que para tentar consertar o que fez me apresentou as filhas. Cheguei a conclusão de que ele realmente mexe comigo. Mas estou pr...

Lar doce lar

Quanto tempo sem postar! Juro que não achei que fosse tanto tempo. Até pelo meu aniversário eu passei. E encontrei casa também. Depois de vários meses vivendo como cigana, finalmente encontrei um lugar. E hoje é minha primeira noite aqui. Acho que vou gostar daqui. Aliás, tem tudo para eu gostar. Um flatmate super gente boa, e uma casa super aconchegante. Bem, tenho trabalhado feito uma louca. Aos poucos estou assimilando o serviço, mas é muita responsabilidade, então o medo de errar é grande também. Quero ser boa, apesar de todo mundo dizer que é um trabalho fácil. Eu acho que pode até ser fácil depois que você está bem treinada, mas não tira o fato de que um simples descuido e pronto: levou gato por lebre. Fui super bem recebida na empresa e isso me deixou feliz. Sei que preciso ter mais atenção. Mas cometi um erro gravíssimo: achar que posso trabalhar seis dias por semana. Estou vendo que não posso, ainda mais com uma carga horária tão grande. Ou seja, em um mês estarei exa...

E ela voltou...

Quando decidi vir para a Nova Zelândia, eu estava certa de que tudo daria certo. Não sei porque, mas o medo era uma palavra que não fazia parte do meu vocabulário. E de certa forma tudo foi dando certo, apesar de todas as dificuldades. Eu sentia que podia e que conseguiria. No entanto, a uma semana de viajar para o Brasil, as coisas mudaram e aquele sentimento de confiança no futuro fugiu de mim. Fiquei sem chão, perdida e várias coisas foram acontecendo de forma que fui me sentindo cada vez mais perdida e mais fraca. O visto chegou e eu não conseguia achar o tão sonhado emprego de horário integral. E o meu emprego fixo não me permitia fazer nenhum tipo de plano por aqui. Sabia que onde eu estava morando era provisório e que teria que procurar outro lugar para morar. Na verdade, onde estou também é provisório (gostaria que não fosse). Mas agora pelo menos tenho uma luz no fim do túnel. Mas antes de falar da luz, preciso dizer o quanto isto tudo mexeu com meu organismo. Meus...

Observando o mar

Um dos melhores presentes aqui na Nova Zelândia está sendo acordar e olhar o mar e as montanhas. No meio a tantas emoções, situações que me colocaram a prova, e acho que no final me deixarão mais forte, eu estou conseguindo parar e contemplar o mar. Não estou mega inspirada para escrever ultimamente, mas pelo menos estou conseguindo enxergar a beleza das coisas. Depois de um período extremamente difícil, acho que estou voltando ao meu centro novamente. E não sei explicar exatamente como foi difícil, só que a minha sensibilidade estava tão alta que eu só queria chorar. E também não sei explicar como voltei ao normal. Bem, não sei se estou normal ainda, mas pelo menos não estou com tanta vontade de chorar. Tive até coragem de fazer algumas coisinhas, como mudar o visual. Agora tenho mechas no cabelo  e o tamanho diminuiu consideravelmente. Foi um choque quando vi o tanto que foi cortado no chão, mas estou super satisfeita com o resultado. Estou experimentando pela primei...

The Bucket List

Eu deveria neste momento vir falar sobre a minha vida de cigana, que acabou por pelo menos dois meses, aliás vou pensar que acabou para sempre, porque saindo daqui vou direto para a minha residência definitiva (espero que pare de me mudar tanto). Mas eu vou falar do filme que acabei de ver: The Bucket List . Não é um filme novo. Na verdade eu me lembro que ele foi lançado no Brasil também, só não me lembro o nome. Enfim, isso me fez pensar várias coisas e, inclusive, numa frase que li no livro que estou lendo ( Kim, The Kiwi o the Konig ). No livro, o conselho da mulher do Kim é que você nunca deve ter medo do que os outros pensam de você, é este medo que o paralisa e você não atinge o sucesso. A frase não é bem esta, mas este é o recado. Tenho pensado nisso há uma semana, desde quando a li. Já The Bucket List me fez pensar também neste medo que a gente sente e nos paralisa. Ou o conforto que preferimos ao risco do novo. Para ser bem sincera, o novo pode assustar e tudo vai d...

Vida cigana

Comecei na semana passada uma vida cigana e espero que ela não dure muito. Que em dois meses ou menos eu já esteja em uma moradia definitiva. Passei os últimos sete dias com a vista mais bonita que tive aqui em Auckland. E hoje o o céu ajudou e o sol sorriu para mim. O tempo está passando muito rápido e ando meio perdida. Mas ao mesmo tempo pensando e revendo várias coisas e conceitos. Embarquei numa grande aventura, aceitei uma proposta que jamais teria me imaginado aceitar. Ao menos no Brasil. Mas acho que se fosse diferente eu não estaria vivendo o que estou. E na verdade, agora estou aqui para arriscar. Estou num momento que estou arriscando o coração. E sinceramente, não é fácil isso quando já se decepcionou e sofreu inúmeras vezes na vida. Vivo uma relação de confiança, não sei porque, mas confio e sei que é recíproco. Mas daí isso crescer, eu não sei. Mas decidi pagar para ver. E em virtude disso, estou vivendo "ciganamente" desde a semana passada. Foi uma...

Encantada

Levei mais de um ano em Auckland para comecar a desbravar outras partes da cidade. Acho que mudar para o sul da cidade e a aquisicao do carro me deram mais liberdade para descobrir que existe mais que o centro da cidade. Depois de morar no sul por tres meses, agora estou no norte. Espero que por mais tempo, mas enfim, e a paisagem que tenho saindo de North Shore e atravessando a ponte que me encanta. A cidade das velas e realmente linda. E e complicado explicar o que vejo todas as noites quando atravesso a ponte. Uma cidade de luz, de mar, de barcos... Pena que hoje nao deu para ver direito. O tempo aqui nao ajuda muito. Voce consegue vivenciar as quatro estacoes do ano em apenas uma hora. E ultimamente a cidade esta sendo coberta de nevoeiro. E hoje e um desses dias. Este inverno esta bem diferente do ano passado.  Para ter uma ideia do que estou dizendo, aqui vai uma foto:  Ate breve!

Ser paciente

Está aí uma coisa que eu posso ser muito e outra que eu não gosto de ser. Paciente no sentido de ir ao médico me deixa bem impaciente. Odeio pensar na possibilidade de ter que tomar remédio. E do jeito que eu acordei hoje, pensei que teria que ser paciente hoje. Mas por milagre, meu corpo deu uma reagida no final do dia e aqui estou eu escrevendo no blog. Hoje foi um dia que quis realmente sumir. Voltar para o conforto e segurança da minha cidade natal. Com isso, acabei ouvindo músicas e relembrando os velhos tempos de lá. Fiz questão de colocar músicas bem alegres (daquelas do carnaval de Salvador) para ver se fazia meu corpo reagir. Definitivamente precisar de médico neste país não é uma coisa que me deixa muito tranquila. Por outro lado sou um ser paciente. Mas toda paciência tem limite também. E acho que a minha está chegando ao fim. Posso estar no calor das emoções, mas preciso pensar bem no que vou fazer. Bem, o jeito agora é continuar procurando casa (ainda na indecisão)...

O que aconteceu

Não faço a mínima ideia do que aconteceu com a minha postagem anterior. Mas tentei de todas as formas arruma-la e não consegui. Talvez selecionando consiga ler alguma coisa, mas mudar que é bom, nada.  Estou eu aqui doente, crente que vou estar melhor amanhã para a minha busca por um trabalho de verdade, em horário comercial que me proporcione ter vida social e lazer. Estou pedindo muito? Bem, acho que todos merecemos isso. Então não estou pedindo muito. Mas esta gripe que se apoderou do meu corpo está acabando comigo. Hoje fiz algumas coisas que precisava, como cuidar do cabelo e aspirar a casa. Mas no fim... Não fui muito feliz. Voltei para a cama e sei lá, com uma sensação horrível. Diminui a dosagem do remédio por conta própria, depois de passar a noite de ontem coçando. Já basta a gripe, não preciso de alergia agora, né? Além de um trabalho para pagar minhas contas, preciso de uma casa para morar também. A princípio meu problema está temporariamente solucionado, m...

Atualização rápida

O cansaço é muito, mas resolvi dar uma visitinha no blog para atualizar as informações. Na verdade é para dizer mais que estou viva ainda. O mês de junho foi extremamente intenso: um mês de espera, de procura, de doença (estou ficando doente de novo) e pensar em jogar tudo para o alto. A espera foi por uma pessoa, que acabou chegando só agora em julho. A procura foi de casa e de trabalho. O mês acabou e tudo está indefinido ainda, mas os paliativos apareceram. Por se falar nisso, estou confiando muito em uma coisa, o que é bem atípico. A mineirinha aqui é sempre desconfiada, mas desta vez não. O mês também ficou marcado pela minha primeira falta ao trabalho por causa de doença. Meu corpo arreou mesmo. De não conseguir sair da cama. Acho que juntou o frio com o stress e a gripe  veio com toda força. Também foi um momento de reflexão sobre a difícil arte da convivência, mas este será tema de um post futuro, assim que eu me mudar de novo. Acho que este tem que ser um text...

Questionamentos e desespero

Definitivamente imigrar não é fácil. E estou vivendo um destes momentos. Meu visto saiu, mas o emprego integral ainda não. Ouço vários casos de pessoas que vieram para cá e passaram altos perrengues. Mas me pergunto até onde eu estou disposta a enfrentar. Sinceramente não sei. Esta semana foi extremamente ocupada e estou cansada mental e fisicamente. Não reclamo, porque é dinheiro. Mas na minha cabeça não entra uma semana ter trabalho e na outra não saber como vai ser. Esta semana foram umas 50 horas de trabalho, mas em compensação, não tive nada extra na semana anterior.  E eu continuo à caça de um trabalho e de uma casa. Só que quando você tem o dinheiro para arcar com o aluguel é uma coisa, quando não tem, sua busca por moradia se torna muito mais difícil. Ano passado quando me mudei, dei um passo muito grande e arquei com um aluguel muito alto. Mas foi o que achei na pressa e acabei dando conta de tudo até então. Agora não sei se tenho condições de fazer isto de novo. ...

Eu, meu carro e meu GPS

Levei um bom tempo até tomar coragem de dirigir aqui. A primeira vez aconteceu no final do ano passado, bem no Natal, quando uma amiga me deixou dirigir o carro dela. Não achei que fui muito mal não. Na verdade temia a questão de tudo ser do lado contrário por aqui, inclusive o volante. Mas agora tenho meu carro e o mais importante de tudo, o meu melhor amigo: GPS. Realmente uma vez que se aprende a dirigir, não se esquece mais. Mesmo do lado contrário. A única coisa que me esqueço as vezes é o lado do volante. Em alguns momentos, fui para abrir a porta do passageiro quando percebi que o motorista ficava do outro lado. Coisinhas básicas. Mas acho que o que mais me dá segurança para dirigir aqui é o GPS. Na verdade, não tenho noção nenhuma de onde fica nada aqui. Já consigo sair da minha casa e voltar sem grandes problemas, desde que eu esteja no centro, passou disso, preciso do meu amigo querido. Outra grande ajuda é o limite de velocidade da via. Se o pessoal reclama no Brasi...

A hora do banho

Hoje vai ser um post bem rapido, ate mesmo porque nao estou no meu computador e nao tenho a acentuacao necessaria para um texto genuinamente escrito em portugues. Mas como ontem a noite eu me envolvi em busca  por emprego em tempo integral (Sim, meu visto de trabalho chegou!), acabei nao contando a parte engracada do dia. Ou talvez a situacao de banho mais engracada que vivi aqui em Auckland. Entao vamos ao assunto: a hora do banho. Depois de um dia de trabalho e uma motorway com um transito surpreendemente bom, chegamos em casa super cedo. A fome assolava nosso estomago e depois de comermos, uma das minhas flatmates solta: "quem vai tomar banho primeiro?". Nisso ela resolve tirar no 2 ou 1 e quem saisse primeiro teria o direito de escolher a ordem que iria tomar banho. Para variar eu sobrei, mas em compensacao tomei banho em segundo lugar. O que na verdade, como tava cedo nao fazia muita diferenca. O que valeu mesmo foi a diversao da situacao. Definitivamente eu est...

A saga

Virou a saga o meu visto de trabalho. Depois de meses esperando meu diploma, tive minha aplicação retornada porque não autentiquei o xerox do danado. Agora virou a saga de autenticar o xerox. A primeira tentativa deu em erro. Como hoje é feriado aqui preciso esperar amanhã para fazer isso. E depois dar um jeito de levar na imigração. Mas... antes disso... tenho que ver se a bateria do carro vai funcionar. Hoje passei um dia tranquilo. Deveria ter procurado emprego, mas acabei me envolvendo com outras coisas. E o carro funcionou, mas não estou certa de que vai funcionar amanhã. Acho que já estou bem com a questão da mão de direção. Agora preciso dar uma estudada para ver se tem alguma diferença nas regras daqui. Agora preciso organizar minha vida para amanhã fazer o que preciso para passar na imigração, comprar a bateria do carro, troca-la, passar na Dawsons para assinar os documentos e voltar para a casa feliz. Semana que vem terei longas horas de trabalho e sinceramente não s...

Sorte e gargalhadas

Estou vivendo um momento muito incerto por aqui. Não sei por que, mas um medo tem rondado o meu ser. E sei que estou neste momento tenso por causa do sono que se apoderou do meu corpo. Sempre foi assim, em tempos de tensão meu jeito de fugir é dormindo, assim não penso muito no que está acontecendo. Tem horas que penso em desistir e voltar, mas aí vem aquele pensamento de "poxa, você já passou tanta coisa aqui, espera mais um pouco".  E decido esperar mais um pouco. Mas enquanto a cabeça está a mil, sem saber o que é melhor fazer, outras coisas vão acontecendo para deixar a vida por aqui divertida. E mesmo quando acontece algo que não é bom, a pessoa certa sempre aparece para amenizar a situação. Foi o que aconteceu na sexta, quando o meu carro simplesmente não quis pegar e minha amiga chamou o seguro dela para dar a carga na bateria. E o que aconteceu no sábado quando meu amigo foi onde eu estava para dar outra carga na bateria. Bem, como pode perceber estou motoriz...

Sorte

Tenho que me considerar uma pessoa de sorte. Apesar de todos os contratempos que aconteceram desde a minha última semana antes de viajar para o Brasil, o conturbado trajeto, mais o curto período para fazer milhares de coisas e  voltar as coisas estão começando a entrar nos eixos. Assim eu espero. Chegar na Nova Zelândia sem ter um lugar para ficar foi realmente duro para mim. Tive teto, carinho e umas boas risadas, mas saber que você não tem seu lugar me deixou realmente sem chão. Com isso me mudei para onde estou agora antes mesmo de conseguir o carro e gastei fortuna e tempo em ônibus. O que também foi não foi ruim, mas melhor não gastar. A nova casa também é temporária. Então ainda não me sinto muito a vontade por aqui. O bom é que estou morando com pessoas lindas e divertidas que estão me provocando várias gargalhadas. E com isso sou obrigada a dizer que sou uma mulher de sorte. Não tem preço morar com pessoas queridas. Mas já estou me preparando para a hora de pa...

De volta à vida real

Não deu nem para sentir direito o Brasil e já estou de volta à Nova Zelândia. Não vi pessoas, não fiz coisas e já estava na hora de voltar. E o mais estranho, voltar para a vida real. Pela primeira vez na vida, para mim, a vida real está sendo fora do meu país. Não foi fácil deixar o meu país. Estranhamente não vim com o mesmo pensamento de confiança que vim da outra vez. E mais, essa ida me fez ver que posso morar lá sim e quanto conforto deixei para trás. Não sei se foi por estar sem teto e o que aconteceu perto de viajar ou se já não estou tão entusiasmada mesmo.  Cheguei ontem e vim para a casa de uma amiga. Foi um dia muito divertido. Mas sei que preciso arrumar um local para mim e rápido. A viagem foi interessante. Conheci pessoas que, provavelmente não verei mais, mas que fizeram o percurso ficar menos cansativo. E isto que me faz ter prazer de viajar. Hoje foi o dia da preguiça e de me preparar para voltar ao trabalho amanhã. Nem saí de casa e, pela primeira ve...

A gente nunca sabe

Quem nunca ouviu a famosa frase "o futuro à Deus pertence"? Eu vivo ouvindo isso e definitivamente é verdade. A única certeza que temos é do agora, mas o amanhã a gente nunca sabe. Estou no fim da minha viagem. Foram dias super corridos e inesperados também. Foi muito estranho o começo. Uma sensação difícil de explicar. Primeiro ouvir Português o tempo todo. Depois perceber os contrastes entre as duas cidades. Chegar em casa e não saber nem que chave usar para abrir a porta ou onde estão as coisas. Por outro lado, foi perfeito chegar em casa e poder dormir no meu quarto, na minha cama. A sensação de lar é aqui, não sei. Na verdade, não tenho mais tanta certeza de querer morar fora. Ver o meu guarda-roupa lotado de roupa e pensar no tanto de coisa que ficou para trás me fez repensar para que tanta roupa. Algumas foram doadas, outras continuam aqui. Sei que precisaria olhar tudo com mais carinho, mas o tempo não ajudou. Fiquei feliz por ver pessoas. Não tem preço o tempo que ...

Atraso, choro e tremores

A minha volta para casa foi uma loucura. Uma verdadeira via sacra. Depois de arrastar quase 40 kg pelas ruas de Auckland para chegar ao aeroporto, descubro que meu voo estava atrasado. E com isso, meu retorno levou exatas 24 horas a mais do que o previsto. Definitivamente, só dá eu e o Tom Hanks em "O Terminal". Depois de uma semana estressante, preparando mudança e mala de viagem, o que parecia um sonho virou um completo pesadelo. Chegou horas que pensei que essa viagem não deveria ser feita. Chegando no aeroporto, descubro que o voo estava atrasado em três horas. Mas que com isso perderia meu voo para o Rio de Janeiro. O que poderia ser feito somente no dia seguinte pela manhã. Não me importei muito. Adiaria só algumas horas. Mas ninguém da LAN me disse que horas eu viria para Belo Horizonte. Falaram que não tinham como saber, somente em Santiago. Então fui... Um voo tranquilo, mais dormindo do que tudo. Em Santiago fui conversar e ver se não tinha jeito de eu vir por São ...

Uma caixa de surpresas

Assim é a nossa vida. Uma caixa de surpresas. E morar longe de casa, da família e, principalmente, do país onde você mora e tem alguns direitos pode ser bem complicado às vezes. Neste um ano que estou aqui muitas coisas aconteceram, boas e más. Mas uma coisa que sei é que preciso aprender a mudar. Ou melhor, aceitar melhor as mudanças. Há bastante tempo vinha me perguntando se não era hora de procurar um lugar mais barato para morar ou outras pessoas. Mas o conforto da casa e a boa convivência acabaram me acomodando e postergando o que há muito eu sentia que precisava: mudar. E essa mudança veio na hora mais errada (ou às vezes é a certa) para mim. Faltando apenas 5 dias para a minha viagem. Deitei com o quarto garantido e acordei sem ter onde morar. A decisão foi minha, mas bate um frio enorme na barriga quando penso que vou chegar e não terei meu canto para descansar meu corpo cansado. Mas por outro lado, tenho amigos aqui e terei um teto até eu me arrumar. O que será maravilhoso...

Dia de turista

Uma das coisas que eu não fui aqui foi turista. Com algumas exceções, como quando fui para o Mount Ruapehu (nem lembro mais como se escreve), Wellington ou simplesmente como foi a minha sexta-feira. O que um dia de off não faz com a gente?! Está acontecendo na cidade o Volvo Ocean Race, que também tem uma das etapas realizada no Brasil. Foram duas semanas de evento e só parei para dar atenção na última quinta-feira. Então resolvi andar por lá na sexta, e não me arrependi. O dia lindo, com céu azul e o sol brilhando (e queimando a gente), ajudou basttante. Para ser bem honesta, quase não dei atenção aos eventos que aconteceram na cidade. Fiquei tão imersa na minha rotina de trabalho, academia, supermercado, casa, que esqueci de aproveitar as coisas que a cidade me oferece. Bem, como antes tarde do que nunca... E apesar de já estarmos no terceiro mês do ano, vai aí mais uma resolução de ano novo: ser turista de vez em quando... Até breve!

E perdi...

Perdi meu celular. Pela primeira vez na vida perdi um celular. E fui obrigada a colocar no Facebook aquela mensagem: Por favor, mandem seus números porque não tenho mais nenhum. E para a minha surpresa ninguém mandou.... Na verdade mandou, um sem pedir e uma me mandou mensagem dizendo que era ela. Mas o certo é que fiquei bem chateada. Mas como tudo tem seu lado bom, não era um iPhone. Não sei como perdi, só sei que quem o encontrou não esteve disposto a me devolver, porque eu bem que tentei. Foi no sábado. Me deslocando de um trabalho para o outro. Pode ter sido dentro do ônibus, do Mc Donald´s ou mesmo no lugar onde trabalhei. Só sei que fui dar falta do danado umas seis horas depois. Aí já era, né. O certo é que perdi todos os meus contatos e nunca vou recuperar todos novamente. Por outro lado, percebi que é uma ótima maneira de limpar agenda e pessoas da sua vida. Quem vai manter contato comigo são só aqueles que realmente me mandarem mensagens ou me telefonarem. Mas do Brasil... E...

Quer casar comigo?

Hoje tomei conhecimento da tradição de alguns países que me surpreendeu muito e ao mesmo tempo achei bem interessante. Principalmente depois de ler uma matéria no jornal sobre o leap year . Nos anos bissextos, o dia 29 de fevereiro é reservado às mulheres pedirem seus namorados em casamento e caso o pedido não seja aceito uma multa deve ser paga. Eu nunca tinha ouvido falar disso na minha vida. A tradição reza que a cada quatro anos não é considerada má sorte para a mulher pedir seu namorado em casamento. Num país onde as mulheres que chegam nos homens, acho que nem é preciso o leap year (gostei da palavra, aprendi hoje, por isso estou repetindo, mas é ano bissexto, tá?), mas no Brasil, eu não sei não... Bem, segundo a lenda, no século 5 na Irlanda, St. Bridget reclamou com St. Patrick que as mulheres precisavam esperar muito tempo pela proposta dos homens. Então ele decretou que que as mulheres poderiam pedir os homens em casamento no último dia extra do mês de fevereiro, ou seja, no...

Aprendizado

Definitivamente vida de imigrante não é fácil. Cheia de altos e baixos. Um dia a gente está feliz e no outro, pensa em voltar para a casa. Toda semana é uma luta para correr atrás do que quer, e mais, conseguir pagar as contas. Estar num país diferente significa que você não tem a sua família para recorrer no momento de aperto. Ou seja, ou se vira e consegue o dinheiro que vai pagar sua casa e sua comida, ou volta para casa. Mas por mais que às vezes seja difícil, não tem preço a experiência que estou vivendo, as pessoas que conheci e ainda espero conhecer. Viver fora é como rever conceitos. Aqui eu sou a Fabyana, com diploma em Management, que a primeira língua é o português e não o inglês. Na verdade, ninguém se importa se eu sou graduada ou pós-graduada ou não. Na verdade, ninguém importa se eu sou nova ou velha, o que importa é se sei fazer o trabalho ou não. E se meu inglês é bom o suficiente ou não. O que tenho visto é que morar fora é um lição de humildade. E, muitas vezes, pela...

Papo de Mulher

Durante estes últimos meses meu blog tem sido dedicado exclusivamente às minhas aventuras e desventuras em terrras neozelandesas. Mas hoje vou pedir licença aos meus leitores e abordar um assunto bem de mulher mesmo. Os fatos aconteceram comigo aqui, mas acho que foge um pouco ao padrão que ando seguindo. Mas enfim, quero esccrever sobre isso e é bem papo de mulher mesmo. Você que é homem, se quiser pode parar de ler por aqui, mas acho que deveria continuar. Então... Homem tem que ter atitude. O que é difícil em terras neozelandesas. Aqui quem toma a iniciativa é a mulher, então os homens são mais parados. Apesar disso, acho que posso me considerar uma mulher de sorte, até agora os kiwis (neozelandeses) chegaram até mim. Até mesmo porque se eu fosse depender da minha atitude não teria conhecido nenhum. Das nacionalidades que encontrei aqui o irlandês é o que mais tem atitude, na minha opinião. Quando eles querem, eles querem mesmo e chegam junto. Acho que até diferente do brasileiro, o...

Passeio pela capital

Levei mais de 20 anos para conhecer a capital do Brasil e menos de 10 meses para conhecer a capital da Nova Zelândia. Claro que se não fosse a obrigação de renovar meu passaporte não teria ido lá. Mas até que valeu a pena, embora eu tenha me desapontado um pouco. Afinal de contas, Wellington tem mais cara de interior do que de capital de um país. A aventura começou as 4:30 da manhã de quinta-feira, 19, quando saí de casa em direção ao aeroporto. Não planejei o que fazer lá, até queria ter tido tempo para isso, mas quando vi o grande dia chegou. Como a embaixada só abriria às 10 da manhã, resolvi fazer hora no próprio aeroporto e aproveitei para tirar mais um cochilo. Depois disso, resolvi descobrir como pegar o ônibus e chegar ao centro. No entanto, eu não era a única brasileira a resolver renovar o passaporte aquele dia e voar de Auckland até Wellington. Dentro do ônibus achei mais um brasileiro e ele disse: "eu sei onde é". Ou seja, segui o sujeito, na verdade precisei corr...

Um dia dia após o outro

Nada melhor do que um dia após o outro. Principalmente depois de ter sido pega de surpresa esta semana e, por isso, desprevenida. E o pior, por causa da situação acabei me enrolando e esquecendo de pagar o cartão de crédito. Vamos ver o que vai resultar esta brincadeira, ao menos aqui nao é Brasil então os juros são menores. O bom de deixar passar o tempo é que você vai analisando a situação mais friamente e enxerga uns pontos de vista que não viu na hora, justamente porque não esperava. Pensar distante da situação e analisar todos os pontos faz você ver com mais clareza tudo o que aconteceu e que serviria de réplica numa situação daquelas. Apesar de tudo, acho que falei o que precisava e vou fazer o que precisa ser feito. Mas agora sob uma nova perspectiva. O meu problema é que apesar de já ter sido passada para trás diversas vezes eu continuo sempre esperando o melhor das pessoas, e quando eu vejo o pior, me assusta e fico triste. Já era para eu ter aprendido, mas não aprendo. Sou ca...

Vamos falar de coisa engraçada...

Apesar de hoje ter acontecido uma coisa que me decepcionou bastante (preciso digerir melhor o que aconteceu até mesmo para escrever), quero falar de coisa boa. Apesar de nem ser tão boa assim, mas foi engraçada e com um final feliz. Bem, pelo menos espero que tenha sido o final. Então vamos lá, já que em post anterior fiquei de contar alguns passos do último mês do ano... E nas últimas horas de trabalho de 2011, um dente quebrou. E o desespero bateu. Já não me encontrava em minhas perfeitas condições emocionais e quebrar um dente no exterior é o mesmo que quase morrer, porque os preços não são dos melhores. Mas como tudo tem seu lado positivo, eu conheço um dentista e brasileiro. Pensei, olha q maravilha... Vou conseguir explicar para ele o que aconteceu, aliás o que sentia. Mas no final das contas acho que não foi bem assim. O meu querido dentista me atendeu prontamente no mesmo dia, mas me deu uma notícia terrível: que tinha sido maior do que ele pensava e que era mais grave e... pod...

Quase uma kiwi

Ao menos foi assim que me senti ao sentar no banco do ponto de ônibus e trocar meus sapatos pelos tênis. Uma vez falei com um kiwi que eu jamais faria isso, de estar toda arrumada e usar tênis para fazer o percurso do trabalho para casa ou vice-versa. E não é que hoje eu fiz? Meus pés estavam inchados e doendo, e como estava com os tênis na bolsa (era para eu ter ido à academia), acabei me rendendo ao conforto deles. Para ser sincera nunca vi nenhuma kiwi trocar os sapatos no meio da rua. Sei que elas vão de tênis e trocam de sapato para trabalhar. O que já vi foi muita kiwi descer do salto e andar descalça pelas ruas. O que espero nunca fazer. Mas depois do evento de hoje, não garanto muita coisa. Mas acredito que a minha frescura não irá permitir isso. O balanço do dia, apesar disso, foi bem positivo. Recebi um cartão de uma amiga-irmã que mora nos Estados Unidos. Consegui trocar o adaptador usb que comprei ontem e não funcionou. E algumas pequenas coisas me fizeram feliz de verdade....

Casamento e funeral

O ano começou bastante movimentado. Apesar da chuva, a última semana de folga acabou sendo meio ocupada até demais, mas pelo menos com direito a um pouco de "relaxing time". E acabei participando de dois eventos completamente diferentes: um casamento e um funeral. O casamento foi trabalhando, num lugar perfeito se não estivesse chovendo. Foi em Puketutu Island, que se alguém procurar no Google Maps vai achar um ponto no meio do mar. O mesmo que eu achei quando me ofereceram o trabalho. Precisei perguntar se carro chegava lá, porque não via nem uma pontizinha pelo Google. Bem, alguém me disse que é uma ilha artificial, o que explica o ponto no meio do mar e nada de terra. Lindo, mas muita chuva e muitas horas de trabalho. Talvez na hora que eu receber meu contracheque vou ficar feliz por ter ido, mas até agora estou me questionando o porquê de eu ter aceito o serviço. Claro que foi dinheiro, mas... Até onde vale a pena? Na verdade, estou num momento meio desesperador. Acho que...

E 2012 chegou com tudo...

Nem acredito que só hoje consegui parar para escrever. Mas não estou muito inspirada. A virada do ano foi bem bacana, com pessoas que acabei de conhecer e quem fez parte da minha vida em Auckland durante 2011. Apesar de calma, foi bem agradável. E participei da primeira virada do ano do mundo, né? Algo para se guardar... Trabalhei no dia primeiro e foi bem melhor do que eu esperava. Mas tenho a sensação de que este dia primeiro de janeiro não existiu para mim, é como se tivesse dormido depois da virada e acordasse somente no dia 2. Mas enfim, depois disso foi só sossego. Bem, nem só sossego. Fui para a praia, subi montanha, saí a noite e daqui a pouco vou sair de novo se não desistir. Coisas engraçadas aconteceram também nestes cinco dias do ano, mas vou deixar para depois. Acho que merece um post somente para mostrar o quanto sou ou estou lerda ou não... Por enquanto, o que posso dizer é que não posso reclamar de 2012 e espero que ele seja muito bom. A novidade do dia é que finalmente...