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Minha quarta volta da Pampulha

  Meu ano foi extremamente tumultuado. Cheio de altos e baixos, e várias doencinhas que me tiravam do foco. Tem sido um ano de decisões e de arriscar. Eu realmente não sei o que houve, ou talvez eu saiba muito bem. Emocional abalado, físico acaba pagando a conta. Foi um ano de poucas provas, mas por outro lado, acredito que tenha treinado mais do que no ano passado, mas não o suficiente. Sei que em agosto resolvi me desafiar a fazer a volta novamente, era loucura, mas era possível. Essa é uma das provas de corrida com a melhor vibe que existe na cidade. Mas, consegui ter vários problemas de saúde e pessoais que me tiraram do prumo. Porém, não fazer não era uma opção mais. Eu sempre corri com dor, mas corri. Só que dois dias antes da prova, uma dor insuportável no quadril do lado direito apareceu. Pensei em não ir, pensei em fazer mesmo assim. E tive esperanças de melhorar. O que aconteceu hoje, acordei bem melhor, com pouco dor ainda. Mas meu treinador achou melhor não arriscar...
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Por que ninguém luta por um salário mínimo digno?

  Para quem é de Minas, tem visto a Globo pegando pesado com a questão do transporte público em BH e região metropolitana. Todo dia mostrando os mesmos problemas, as mesmas situações e cobrando das autoridades respostas, soluções que provavelmente nunca vão acontecer. Tem meses isso, mas eu nunca vi nenhum veículo de imprensa pegando tão pesado como o que vejo aqui com relação ao salário mínimo existente no Brasil. Eu morei fora e visitei outros países. Horário de pico é igual em qualquer lugar do mundo, entramos no trem, metrô ou ônibus igual sardinha em lata. Aqui, em São Paulo, em Roma, em Cape Town, em Paris, em Sydney, ou em Auckland, horário de pico é sempre assim. Em Auckland, dependendo de onde você morasse, ônibus só de hora em hora. Mas sabe qual a diferença entre esses países e aqui? Aqui no Brasil, recebemos pouco e pagamos caro por tudo. Acompanhando a luta diária da Globo Minas sobre um transporte de qualidade, comecei a me perguntar se algum veículo de imprensa já fi...

Sobre aniversários

  Meu aniversário foi mês passado, mas somente hoje consegui parar para pensar a respeito. Comemorar mais um ano de vida é saber que está vivo, que estamos neste plano por algum motivo e se questionar se estamos fazendo certo. A perspectiva do dia do aniversário vai mudando com o passar dos anos. Não tenho muitas lembranças de festas de aniversário, na verdade acho que não tive muitas na vida. Acho que me lembro de uma casa cheia aos 10 anos, depois aos 18. Se tive festonas antes dos 10, realmente não me lembro. E acho que criança nenhuma lembra, a não ser por causa das fotos. Mas me lembro da dos 10, apesar de não ter fotos. Na verdade, minha família nunca foi muito de fotos. Aprendi a registrar momentos na faculdade, e principalmente com uma amiga de curso. Talvez se não fosse a Elaine até hoje não teria essa mania de fotos. Voltando ao tema, quando era mais nova ficava desesperada pelo aniversário, o tempo demorava, um ano parecia dois. Era expectativa de presente, de felicitaçõ...

Miami - O que fazer

Muita gente pensa em Miami somente como um centro de compras. E realmente não deixa de ser. Mas lá é bem mais que isto. Como eu queria praia, fiquei na Collins Avenue, um quarteirão da Ocean Drive. E é ali que rola o burburinho de South Beach. Praticamente todos os hotéis contam com um bar em baixo, o que já deixa a gente empolgado quando chega por lá. É tanta atração por ali, que fica até difícil escolher onde ficar. Eu achei a cidade, ou ao menos, aquela parte da cidade meio louca. Desfile de carros, música, garçons te chamando para ficar ali. Pessoas com cobra no meio da rua. Mas muita música cubana. Mas se o interesse é comprar a coisa muda de figura. Não posso negar que lá é um paraíso de compras, mas pensar que vai economizar muito, acho um pouco de engano. Salvo em alguns produtos bem específicos. A alta do dólar deixou de ser um super atrativo para quem compra por lá. No entanto, é impossível não comprar nada. Em South Beach existem várias lojas, ou melhor, praticame...

Conversa de motorista

Uma forma de se locomover em Miami é usando o Uber. Super em conta, inclusive para o aeroporto. E nas poucas vezes que usei, tive a oportunidade de ter conversas interessantes. Mas antes vale dizer: se você deseja ir aos Estados Unidos praticar o seu inglês, Miami definitivamente não é a melhor opção. O espanhol predomina na cidade e é incrível como tem muita gente nas próprias lojas que não domina a língua. Se fica sabendo que somos brasileiros, o espanhol torna-se o idioma principal. Duas conversas que me marcaram muito foi com um venezuelano e um cubano. Fiquei impressionada como as pessoas preferem se aventurar por lá a continuar nos seus países. Não entrei na seara da legalidade, mas o que entendi é que se não tiver medo de trabalhar, a pessoa se sente muito mais feliz por lá. O venezuelano me confidenciou que trabalha muito, que a carga horária de trabalho para conseguir viver razoável lá precisa ser muito grande, mas que mesmo assim compensa, pois na Venezuela não teria...

O Vaticano

A viagem a Roma aguçou minha curiosidade sobre o passado. Estudamos história, mas muita coisa fica perdida no tempo ou na memória. Então resolvi pesquisar um pouquinho para dar mais detalhes sobre tudo o que vi e entender melhor também. Decidi começar pelo Vaticano. A pequena cidade-estado tem aproximadamente 900 habitantes e foi criada em 1929. É onde o Papa mora. É a sede da Igreja Católica no mundo. E é também um lugar cheio de ostentação. Um lugar onde eu sempre quis visitar. E que, devido à uma promessa, eu consegui e me surpreendi. Claro que vale repensar os valores religiosos, mas não estou aqui para julgar ou levantar a questão. Estou aqui somente para comentar sobre um lugar que é grandioso, e traz a tona a espiritualidade e a arte de séculos. A Praça de São Pedro traz colunas gigantescas, duas fontes em seu centro e áreas com cadeiras reservadas para dias de celebrações. A fila para a entrada na Basílica de São Pedro é rápida, levando-se em consideração que ela circula...

Dias de Sol - South Beach

O voo da Itália para os Estados Unidos foi tranquilo. Dormi praticamente o tempo todo. Eu estava exausta. O lado bom é que o corpo estava cansado, mas a cabeça e o espirito estavam em paz. O pouso na Filadélfia foi o melhor pouso que já vi na vida. O avião tocou o solo sem que eu percebesse que já estávamos ali. O meu próximo destino: Miami. Passar na imigração foi bem mais rápido do que na ida. Sem filas, tranquilo. Fiquei feliz. Mas a mala demorou a chegar e com isto peguei uma fila enorme para passar no raio x. Pronto, meu tempo de conexão que parecia tranquilo, acabou não me dando tempo para nada. Já cheguei no portão embarcando. Fiquei impressionada com a educação dos policiais e do crew do aeroporto e American Airlines no aeroporto da Filadélfia (não tive boa impressão em Miami). Eu tentando encontrar o meu portão e pedi ajuda a um policial, que saiu de trás da mesa dele e foi até o painel para me orientar e me deu a direção certinha. Uma outra coisa que aprendi, ao viajar p...