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De volta à vida real

Não deu nem para sentir direito o Brasil e já estou de volta à Nova Zelândia. Não vi pessoas, não fiz coisas e já estava na hora de voltar. E o mais estranho, voltar para a vida real. Pela primeira vez na vida, para mim, a vida real está sendo fora do meu país.

Não foi fácil deixar o meu país. Estranhamente não vim com o mesmo pensamento de confiança que vim da outra vez. E mais, essa ida me fez ver que posso morar lá sim e quanto conforto deixei para trás. Não sei se foi por estar sem teto e o que aconteceu perto de viajar ou se já não estou tão entusiasmada mesmo. 

Cheguei ontem e vim para a casa de uma amiga. Foi um dia muito divertido. Mas sei que preciso arrumar um local para mim e rápido. A viagem foi interessante. Conheci pessoas que, provavelmente não verei mais, mas que fizeram o percurso ficar menos cansativo. E isto que me faz ter prazer de viajar.

Hoje foi o dia da preguiça e de me preparar para voltar ao trabalho amanhã. Nem saí de casa e, pela primeira vez depois de muito tempo, acordei quase 11 da manhã. Honestamente não me lembro de quando dormi até este horário.

Em suma, cheguei com churrasco, procurando carro, lugar para morar (ainda preciso conversar com o dono da casa onde estão minhas coisas) e decidir ter foco para seguir em frente com metas traçadas para alcançar alguma coisa no final deste ano aqui em terras kiwis.

Até breve!

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