Pular para o conteúdo principal

O segredo do intercâmbio é viver

Tomar a decisão de viver por alguns meses em outro país nem sempre é a das mais fáceis. Em meio à empolgação de conhecer outro país, outros sentimentos se misturam e acabam gerando uma tremenda indecisão. A pergunta sempre é: será que estou fazendo o que é certo?

Eu sempre digo que passar um tempo fora do país é sempre a decisão certa, independentemente do que aconteça por lá. O aprendizado durante um intercâmbio é muito maior do que o conhecimento da língua. É um aprendizado de vida.

O brasileiro tem muito forte na sua cultura o ter. Na verdade, a sociedade toda cobra o ter. A começar pela titulação. Quando você chega em outro país, o ter deixa de existir, somos obrigados a abaixar a cabeça e fazer determinados trabalhos que nem pensávamos que fossemos fazer algum dia. Afinal de contas, temos diploma. Com o tempo começamos a ver que todos fazem estes trabalhos em determinada fase da vida ou a vida inteira e vivem bem, frequentam os mesmos lugares que todo mundo e viajam. São iguais! Aprendemos novos valores, novas formas de vida, e que o respeito é importante em qualquer momento, principalmente quando existe a diferença cultural.

O frio na barriga na hora do embarque é normal, afinal estamos embarcando rumo ao desconhecido. Para alguns será a melhor experiência da vida, enquanto para outros nem tanto, mas lá na frente vão perceber o quanto aquilo contribuiu para sua formação de ser humano. A única coisa que posso dizer é que você nunca mais será o mesmo.

Viajar, aprender, viver! Isto é o que o intercâmbio nos proporciona e por mais que cada um fale, somente quem vive consegue entender o que é. São fotos maravilhosas, pessoas incríveis, momentos que podem não ser tão maravilhosos, mas que com certeza ajudarão e alguma forma no nosso crescimento pessoal. É saudade de casa e depois saudade dos momentos vividos por lá. É chorar e sorrir. É simplesmente viver!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sorte

Tenho que me considerar uma pessoa de sorte. Apesar de todos os contratempos que aconteceram desde a minha última semana antes de viajar para o Brasil, o conturbado trajeto, mais o curto período para fazer milhares de coisas e  voltar as coisas estão começando a entrar nos eixos. Assim eu espero. Chegar na Nova Zelândia sem ter um lugar para ficar foi realmente duro para mim. Tive teto, carinho e umas boas risadas, mas saber que você não tem seu lugar me deixou realmente sem chão. Com isso me mudei para onde estou agora antes mesmo de conseguir o carro e gastei fortuna e tempo em ônibus. O que também foi não foi ruim, mas melhor não gastar. A nova casa também é temporária. Então ainda não me sinto muito a vontade por aqui. O bom é que estou morando com pessoas lindas e divertidas que estão me provocando várias gargalhadas. E com isso sou obrigada a dizer que sou uma mulher de sorte. Não tem preço morar com pessoas queridas. Mas já estou me preparando para a hora de pa...

Dias de Sol - South Beach

O voo da Itália para os Estados Unidos foi tranquilo. Dormi praticamente o tempo todo. Eu estava exausta. O lado bom é que o corpo estava cansado, mas a cabeça e o espirito estavam em paz. O pouso na Filadélfia foi o melhor pouso que já vi na vida. O avião tocou o solo sem que eu percebesse que já estávamos ali. O meu próximo destino: Miami. Passar na imigração foi bem mais rápido do que na ida. Sem filas, tranquilo. Fiquei feliz. Mas a mala demorou a chegar e com isto peguei uma fila enorme para passar no raio x. Pronto, meu tempo de conexão que parecia tranquilo, acabou não me dando tempo para nada. Já cheguei no portão embarcando. Fiquei impressionada com a educação dos policiais e do crew do aeroporto e American Airlines no aeroporto da Filadélfia (não tive boa impressão em Miami). Eu tentando encontrar o meu portão e pedi ajuda a um policial, que saiu de trás da mesa dele e foi até o painel para me orientar e me deu a direção certinha. Uma outra coisa que aprendi, ao viajar p...

A caminho de Roma

Estou ultra mega blaster cansada. Mas estou feliz na mesma proporção. Cheguei em Roma. Mas o caminho já valeu caso para contar por anos. Escolhi o caminho mais curto (sendo extremamente irônica), via Estados Unidos. Tinha previsão de 30 horas de viagem, sem contar o tempo de antecedência que precisamos chegar ao aeroporto e até o hotel. Mas já estou acostumada a isto. A viagem começou pelo aeroporto de Confins, que por sinal mereceu vários elogios. A reforma ficou excelente. E tem a vantagem de não ser tão movimentado quanto Guarulhos. A viagem para Miami foi tranquila e bem rápida. Fiquei decepcionadíssima com a aeronave. Mas como viajei sozinha, pude esticar os braços e ler muito. Já em Miami, o aeroporto me surpreendeu. Eu acostumada com Oceania e sul americanos, quase tive um troço quando vi que tinha que pegar um tram para passar pela imigração. Como tinha dormido no voo, neste momento ainda estava animada. Ainda tinha pouca coisa aberta, então resolvi andar para conhecer...