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A próxima viagem

Viajar pode parecer uma tortura para uns (nunca entendo o motivo) e uma grande felicidade para outros. Eu curto tudo. Desde o momento de pensar até o momento de arrumar as malas. Não existe prazer melhor do que se aventurar a novos lugares. Pensando bem, nem tudo! Carregar as malas não costuma ser uma das minhas atividades favoritas. Mas só de saber que estou indo viajar, levantar voo, e conhecer outro lugar... eu relevo a mala.

Eu juro que adoraria ter o estilo europeu. Carregar tudo numa mochila e está ótimo. Mas ainda não cheguei a este ponto. Sempre fui bem prática para viajar. Mas sempre levo mais do que preciso. Mas ainda me acho prática. Uma vez umas amigas tinham necessaries com bijus e mais bijus. E a viagem era de carnaval e na praia.

Uma coisa que aprendi foi sempre ter algum casaco, mesmo que seja no verão. Quase morri de frio na Africa do Sul. E a mesma coisa para comida. Nem que seja uma barra de chocolate, ou aquele último sanduíche do voo que você recusou. Nunca se sabe se estará próximo ou não a algum lugar aberto e seguro para comer alguma coisa. Também estou comparando com Cape Town, e residência estudantil. Nunca vou me esquecer da fome que eu estava e o conselho da espanhola: "Tem um supermercado lá em cima, mas não te aconselho a ir sozinha não". Fiquei ali parada pensando, até que duas holandesas me salvaram e fui a um restaurante japonês com elas.

Enfim, a história agora é outra. A próxima viagem. Ainda não sei ao certo como vou fazer, mas vou. A felicidade de estar saindo daqui de novo não tem preço. Ficar horas voando, vai ser outra aventura. Acho que já me acostumei com isto! E se não for muito tempo, não tem graça. Será que a idade vai me permitir ter o mesmo prazer das anteriores?

O que eu acho é que independentemente do que aconteça no trajeto eu sempre curto. Coleciono historias: passageiros não nos deixando embarcar, policia federal mediando o problema, voos perdidos com direito a terremoto ou a passeio, pessoas que se conhecem no trajeto, incluindo um observador do Brasil na ONU, um alemão mais sul-africano que alemão, responsável pela educação germânica lá, que até hoje me manda fotos da cultura e tribos africanas e não tirou onda da minha cara nos 7x1 da Alemanha bem na minha cidade.

Demorei muito para viajar de novo. E isto me fez mal. Acho que deveria ter uma profissão de viajante. E eu seria a primeira a me candidatar para a vaga. Embora esta não seja a viagem mais curta que já tenha feito, com certeza será a mais diferente. Para quem viajava curtindo a natureza, agora irei viajar curtindo a história do mundo. Será um momento de contemplação e reflexão. Um momento de descobertas, e espero que internas também.

Agora é fazer um checklist das últimas coisas que preciso organizar e curtir o caminho.

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