Meu aniversário foi mês passado, mas somente hoje consegui parar para pensar a respeito. Comemorar mais um ano de vida é saber que está vivo, que estamos neste plano por algum motivo e se questionar se estamos fazendo certo. A perspectiva do dia do aniversário vai mudando com o passar dos anos.
Não tenho muitas lembranças de festas de aniversário, na verdade acho que não tive muitas na vida. Acho que me lembro de uma casa cheia aos 10 anos, depois aos 18. Se tive festonas antes dos 10, realmente não me lembro. E acho que criança nenhuma lembra, a não ser por causa das fotos. Mas me lembro da dos 10, apesar de não ter fotos. Na verdade, minha família nunca foi muito de fotos. Aprendi a registrar momentos na faculdade, e principalmente com uma amiga de curso. Talvez se não fosse a Elaine até hoje não teria essa mania de fotos.
Voltando ao tema, quando era mais nova ficava desesperada pelo aniversário, o tempo demorava, um ano parecia dois. Era expectativa de presente, de felicitações, abraços, bolo, doces, salgados. De repente, você se torna adulto e tudo muda. Um ano parece que passou em 6 meses e você já está ficando mais velho de novo. Com o tempo menos e menos pessoas te parabenizam, menos celebrações acontecem, ou as celebrações passam a ser mais íntimas.
A sensação que tenho é que durmo no dia do meu aniversário e quando acordo já está no do ano seguinte. E a rotina diária, as redes sociais e a pandemia mudaram completamente nosso jeito de cumprimentar as pessoas pelo dia delas. O que antes era ir à casa da pessoa ou ao local de comemoração, depois passou para um telefonema, hoje é um post numa das redes sociais. E tem rede que até avisa os “amigos” do aniversário. Ou seja, ajuda os mais desligados a não passar em branco.Em suma, aniversário é o nosso dia, e independente de quem ou como iremos comemorar, devemos levar bem a sério. É um ano de vida, um ano de experiência acumulada na bagagem. É saber que mudou e estar feliz por isso. É olhar para trás e saber que muita coisa aconteceu, que tem história para contar, que amadureceu. É olhar para trás e pensar: “como pude agir assim?” e “prefiro a minha cabeça de hoje”. O jeito de celebrar não importa, pode ser sozinho, numa festinha, numa festona, viajando. O que importa é celebrar a vida e tudo o que ela te trouxe e pode te trazer.

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