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Minha primeira Copa do Mundo








Quando fui sorteada e ganhei os ingressos para a partida de rugby parecia tudo tão distante. E de repente, o tão esperado dia chegou. E chegou com chuva e eu passando mal. Quando acordei no domingo e vi aquele dia cinza e a chuva caindo, quase não acreditei. Uma tosse que não passava nunca, um corpo pedindo cama, mas era ingresso para a Copa do Mundo, não era uma partida qualquer. E eu havia ganhado, sorte pura. Ñão dava para não ir.




E realmente não dava. Foi bem legal estar lá carregando a bandeira do Brasil no meio de um monte de gente vestida de azul e vermellho, cores de Samoa e Fiji. O sortudo que foi comigo foi o Fernando e foi uma excelente companhia. Almoçamos na casa dele, e vou fazer propaganda, que tempero bom que ele tem! Bom, mas o papo hoje é o jogo.




O que me encanta numa partida de rugby é a atmosfera alegre que se encontra no estádio. A cada ponto é uma música, durante o jogo é uma música, no tira-teima é outra música. E como as músicas dessas ilhas são agradáveis e alegres. Deu a maior vontade de visitar estes países.




Acho que não podia ter escolhido companhia melhor. Sem pressa, tiramos várias fotos, andamos no estádio, chegamos perto dos jogadores. Claro que para mim eles são os famosos não sei quem, mas agora tenho foto com jogador de rugby e de seleção...



E a chuva? Bem a chuva parou no início do segundo tempo. E o céu chegou a ficar azul e com sol. Mas antes de ir para o estadio comprei uma capa de chuva que mais parecia um saco de lixo, por 2 dólares. O tempo bom nos animou a voltar caminhando. Vi partes de Auckland que eu jamais veria se tivesse esperado o trem.




Mas o que me pergunto é como eu consegui fazer isso tudo gripada do jeito q eu estava. Se é que posso chamar isso de gripe. Fiz, curti. talvez pudesse ter aproveitado mais se estivesse sã... Mas enfim, foi ótimo. O que não foi bom foi o mal que passei depois que parei. O que me salvou foi uma pastilha para dor de garganta que o Malachy me arrumou e acalmou minha tosse, me dando coragem de ir para casa. No mais, esperando a Copa do Mundo do Brasil.



Até breve!






P.S.: Coisas que só acontecem comigo parte 100: É claro que tinha que acontecer algo de estranho comigo. Tirei os tickets da carteira dentro do trem e depois só lembrava de tê-los colocado em cima do banco. Na entrada do estádio, eu não os encontrava. E perguntei para Fernando já quase chorando se estava com ele. E ele disse, calma, está aqui, não perdeu. Tinha mudado o lado da carteira. Por um minuto meu sonho da copa do mundo tinha descido pelo ralo abaixo. Mas tudo não passou de um susto devido a minha lerdeza. Melhor falar que é só porque eu estava me sentindo não muito bem, né?

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