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Quase uma kiwi

Ao menos foi assim que me senti ao sentar no banco do ponto de ônibus e trocar meus sapatos pelos tênis. Uma vez falei com um kiwi que eu jamais faria isso, de estar toda arrumada e usar tênis para fazer o percurso do trabalho para casa ou vice-versa. E não é que hoje eu fiz? Meus pés estavam inchados e doendo, e como estava com os tênis na bolsa (era para eu ter ido à academia), acabei me rendendo ao conforto deles.


Para ser sincera nunca vi nenhuma kiwi trocar os sapatos no meio da rua. Sei que elas vão de tênis e trocam de sapato para trabalhar. O que já vi foi muita kiwi descer do salto e andar descalça pelas ruas. O que espero nunca fazer. Mas depois do evento de hoje, não garanto muita coisa. Mas acredito que a minha frescura não irá permitir isso.


O balanço do dia, apesar disso, foi bem positivo. Recebi um cartão de uma amiga-irmã que mora nos Estados Unidos. Consegui trocar o adaptador usb que comprei ontem e não funcionou. E algumas pequenas coisas me fizeram feliz de verdade. Uma foi que ganhei um leitor, o Luis, e isto me dá mais ânimo para continuar escrevendo. Outra que ganhei um presente lindo de um amigo lindo. É tão bom saber que a pessoa lembrou de ti, mesmo longe e trouxe algo para você. Uma gentileza que nunca vou esquecer.


Isto sem contar que ganhei um outro livro de tarô da minha flatmate e um chaveiro da Malásia. Até que não posso reclamar... Fora algumas conversas sobre trabalho que me animaram um pouco, já que estou realmente preocupada com esta questão.


Vou ficando por aqui (telemarketing na área). Até breve!


P.S.: Hoje minha mãe disse que estava parecendo gaúcha falando ti e tu. E não é que escrevi ti por aqui. Saudações meus amigos do sul. Mas outro dia soltei um `procê´ e um monte de gente riu de mim.

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