Apesar de hoje ter acontecido uma coisa que me decepcionou bastante (preciso digerir melhor o que aconteceu até mesmo para escrever), quero falar de coisa boa. Apesar de nem ser tão boa assim, mas foi engraçada e com um final feliz. Bem, pelo menos espero que tenha sido o final. Então vamos lá, já que em post anterior fiquei de contar alguns passos do último mês do ano...
E nas últimas horas de trabalho de 2011, um dente quebrou. E o desespero bateu. Já não me encontrava em minhas perfeitas condições emocionais e quebrar um dente no exterior é o mesmo que quase morrer, porque os preços não são dos melhores. Mas como tudo tem seu lado positivo, eu conheço um dentista e brasileiro. Pensei, olha q maravilha... Vou conseguir explicar para ele o que aconteceu, aliás o que sentia. Mas no final das contas acho que não foi bem assim.
O meu querido dentista me atendeu prontamente no mesmo dia, mas me deu uma notícia terrível: que tinha sido maior do que ele pensava e que era mais grave e... poderia perder o dente. Logo pensei, implante. Muito caro, vi que ou voltava para o Brasil ou... Enfim, resolvi rezar e chorar também. Afinal de contas, já estava extremamente sensível e vulnerável desde o fim do meu curso. Na verdade, quando era para "relaxar e gozar", como mandou a senhora Marta Suplicy no apagão aéreo, enquanto ministra do Turismo, eu sentei e chorei. É como se todo o peso dos últimos meses estivesse sendo sentido exatamente no momento que não os tinha mais. Mas isto é assunto para outro post, se tiver oportunidade.
Voltando ao assunto inicial: dente. Voltei ao dentista no dia seguinte e para minha felicidade não estava no ponto que ele achou que estava. Não quebrei a raiz do dente. Voltei feliz embora com a boca anestesiada, mas com a notícia de que tinha outro dente quebrado. Detalhe: descobri que não consigo explicar o que estou sentindo nem em português.
Porém, dois dias depois eu percebo algo me incomodando e olho no espelho: o dente quebrado de novo. Como era Natal decidi esperar para avisar, não tinha muito o que fazer mesmo... Resumindo, como ele estava de férias e eu consegui suportar sem muita dor ou incômodo, esperei o dia 4 de janeiro. E eis o que aconteceu: Segundo ele, este era o dente que ele disse que estava quebrado e eu não precisava me preocupar. Ou seja, fui ao dentista por causa de um dente, ele arrumou outro que estava em piores condições e eu mesma nem sabia que estava quebrado. E o pior, eu juro que vi o dente arrumado. O bom foi que não precisei nem de anestesia, então pude sentir em que parte da boca ele estava mexendo. E depois, tudo o que ele me disse no primeiro dia, começou a fazer sentido completamente.
Obrigada meu dentista preferido agora. Você salvou minha boca! Já dei muitas risadas por causa disso. O grau de estresse e desequilibrio emocional é igual droga, faz você ter alucinações.
Até breve!
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