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Vida cigana

Comecei na semana passada uma vida cigana e espero que ela não dure muito. Que em dois meses ou menos eu já esteja em uma moradia definitiva. Passei os últimos sete dias com a vista mais bonita que tive aqui em Auckland. E hoje o o céu ajudou e o sol sorriu para mim.

O tempo está passando muito rápido e ando meio perdida. Mas ao mesmo tempo pensando e revendo várias coisas e conceitos. Embarquei numa grande aventura, aceitei uma proposta que jamais teria me imaginado aceitar. Ao menos no Brasil. Mas acho que se fosse diferente eu não estaria vivendo o que estou. E na verdade, agora estou aqui para arriscar.

Estou num momento que estou arriscando o coração. E sinceramente, não é fácil isso quando já se decepcionou e sofreu inúmeras vezes na vida. Vivo uma relação de confiança, não sei porque, mas confio e sei que é recíproco. Mas daí isso crescer, eu não sei. Mas decidi pagar para ver. E em virtude disso, estou vivendo "ciganamente" desde a semana passada.

Foi uma mistura de sentimentos e não dá para dizer se estou feliz ou não, só que estou vivendo. Bate incertezas, receios, mas aí jogo para o lado e mudo de pensamento. Na verdade, acho que agora estou vivendo a minha grande luta interna. Preciso ser eu e me amar mais do que qualquer pessoa. Preciso confiar em mim e não repetir os velhos padrões que me levaram ao sofrimento. 

Uma vez li em algum lugar que suas conquistas dependem dos riscos que você está disposto a correr. Quanto mais alto o risco, mais alta a conquista. E aqui estou eu, assumindo o risco. Não sei onde vai dar, mas alguma lição vou tirar disso tudo. Espero que dê tudo certo, porque a aposta está grande, apesar de saber que o resultado pode ser lento, mas não impossível.

E viver de forma cigana pode me ensinar também a ser mais flexível, preparada para mudanças. Estou num momento que preciso ser mais forte do que nunca, controlar minhas emoções (que estão bem intensas) e ter paciência além de deixar de ser ansiosa. Está na hora de viver o momento presente, pensar no futuro, mas se preocupar com o presente. No mais só tenho a agradecer.

Até breve!

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