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Papo de Mulher

Durante estes últimos meses meu blog tem sido dedicado exclusivamente às minhas aventuras e desventuras em terrras neozelandesas. Mas hoje vou pedir licença aos meus leitores e abordar um assunto bem de mulher mesmo. Os fatos aconteceram comigo aqui, mas acho que foge um pouco ao padrão que ando seguindo. Mas enfim, quero esccrever sobre isso e é bem papo de mulher mesmo. Você que é homem, se quiser pode parar de ler por aqui, mas acho que deveria continuar. Então... Homem tem que ter atitude. O que é difícil em terras neozelandesas. Aqui quem toma a iniciativa é a mulher, então os homens são mais parados. Apesar disso, acho que posso me considerar uma mulher de sorte, até agora os kiwis (neozelandeses) chegaram até mim. Até mesmo porque se eu fosse depender da minha atitude não teria conhecido nenhum. Das nacionalidades que encontrei aqui o irlandês é o que mais tem atitude, na minha opinião. Quando eles querem, eles querem mesmo e chegam junto. Acho que até diferente do brasileiro, o...

Passeio pela capital

Levei mais de 20 anos para conhecer a capital do Brasil e menos de 10 meses para conhecer a capital da Nova Zelândia. Claro que se não fosse a obrigação de renovar meu passaporte não teria ido lá. Mas até que valeu a pena, embora eu tenha me desapontado um pouco. Afinal de contas, Wellington tem mais cara de interior do que de capital de um país. A aventura começou as 4:30 da manhã de quinta-feira, 19, quando saí de casa em direção ao aeroporto. Não planejei o que fazer lá, até queria ter tido tempo para isso, mas quando vi o grande dia chegou. Como a embaixada só abriria às 10 da manhã, resolvi fazer hora no próprio aeroporto e aproveitei para tirar mais um cochilo. Depois disso, resolvi descobrir como pegar o ônibus e chegar ao centro. No entanto, eu não era a única brasileira a resolver renovar o passaporte aquele dia e voar de Auckland até Wellington. Dentro do ônibus achei mais um brasileiro e ele disse: "eu sei onde é". Ou seja, segui o sujeito, na verdade precisei corr...

Um dia dia após o outro

Nada melhor do que um dia após o outro. Principalmente depois de ter sido pega de surpresa esta semana e, por isso, desprevenida. E o pior, por causa da situação acabei me enrolando e esquecendo de pagar o cartão de crédito. Vamos ver o que vai resultar esta brincadeira, ao menos aqui nao é Brasil então os juros são menores. O bom de deixar passar o tempo é que você vai analisando a situação mais friamente e enxerga uns pontos de vista que não viu na hora, justamente porque não esperava. Pensar distante da situação e analisar todos os pontos faz você ver com mais clareza tudo o que aconteceu e que serviria de réplica numa situação daquelas. Apesar de tudo, acho que falei o que precisava e vou fazer o que precisa ser feito. Mas agora sob uma nova perspectiva. O meu problema é que apesar de já ter sido passada para trás diversas vezes eu continuo sempre esperando o melhor das pessoas, e quando eu vejo o pior, me assusta e fico triste. Já era para eu ter aprendido, mas não aprendo. Sou ca...

Vamos falar de coisa engraçada...

Apesar de hoje ter acontecido uma coisa que me decepcionou bastante (preciso digerir melhor o que aconteceu até mesmo para escrever), quero falar de coisa boa. Apesar de nem ser tão boa assim, mas foi engraçada e com um final feliz. Bem, pelo menos espero que tenha sido o final. Então vamos lá, já que em post anterior fiquei de contar alguns passos do último mês do ano... E nas últimas horas de trabalho de 2011, um dente quebrou. E o desespero bateu. Já não me encontrava em minhas perfeitas condições emocionais e quebrar um dente no exterior é o mesmo que quase morrer, porque os preços não são dos melhores. Mas como tudo tem seu lado positivo, eu conheço um dentista e brasileiro. Pensei, olha q maravilha... Vou conseguir explicar para ele o que aconteceu, aliás o que sentia. Mas no final das contas acho que não foi bem assim. O meu querido dentista me atendeu prontamente no mesmo dia, mas me deu uma notícia terrível: que tinha sido maior do que ele pensava e que era mais grave e... pod...

Quase uma kiwi

Ao menos foi assim que me senti ao sentar no banco do ponto de ônibus e trocar meus sapatos pelos tênis. Uma vez falei com um kiwi que eu jamais faria isso, de estar toda arrumada e usar tênis para fazer o percurso do trabalho para casa ou vice-versa. E não é que hoje eu fiz? Meus pés estavam inchados e doendo, e como estava com os tênis na bolsa (era para eu ter ido à academia), acabei me rendendo ao conforto deles. Para ser sincera nunca vi nenhuma kiwi trocar os sapatos no meio da rua. Sei que elas vão de tênis e trocam de sapato para trabalhar. O que já vi foi muita kiwi descer do salto e andar descalça pelas ruas. O que espero nunca fazer. Mas depois do evento de hoje, não garanto muita coisa. Mas acredito que a minha frescura não irá permitir isso. O balanço do dia, apesar disso, foi bem positivo. Recebi um cartão de uma amiga-irmã que mora nos Estados Unidos. Consegui trocar o adaptador usb que comprei ontem e não funcionou. E algumas pequenas coisas me fizeram feliz de verdade....

Casamento e funeral

O ano começou bastante movimentado. Apesar da chuva, a última semana de folga acabou sendo meio ocupada até demais, mas pelo menos com direito a um pouco de "relaxing time". E acabei participando de dois eventos completamente diferentes: um casamento e um funeral. O casamento foi trabalhando, num lugar perfeito se não estivesse chovendo. Foi em Puketutu Island, que se alguém procurar no Google Maps vai achar um ponto no meio do mar. O mesmo que eu achei quando me ofereceram o trabalho. Precisei perguntar se carro chegava lá, porque não via nem uma pontizinha pelo Google. Bem, alguém me disse que é uma ilha artificial, o que explica o ponto no meio do mar e nada de terra. Lindo, mas muita chuva e muitas horas de trabalho. Talvez na hora que eu receber meu contracheque vou ficar feliz por ter ido, mas até agora estou me questionando o porquê de eu ter aceito o serviço. Claro que foi dinheiro, mas... Até onde vale a pena? Na verdade, estou num momento meio desesperador. Acho que...

E 2012 chegou com tudo...

Nem acredito que só hoje consegui parar para escrever. Mas não estou muito inspirada. A virada do ano foi bem bacana, com pessoas que acabei de conhecer e quem fez parte da minha vida em Auckland durante 2011. Apesar de calma, foi bem agradável. E participei da primeira virada do ano do mundo, né? Algo para se guardar... Trabalhei no dia primeiro e foi bem melhor do que eu esperava. Mas tenho a sensação de que este dia primeiro de janeiro não existiu para mim, é como se tivesse dormido depois da virada e acordasse somente no dia 2. Mas enfim, depois disso foi só sossego. Bem, nem só sossego. Fui para a praia, subi montanha, saí a noite e daqui a pouco vou sair de novo se não desistir. Coisas engraçadas aconteceram também nestes cinco dias do ano, mas vou deixar para depois. Acho que merece um post somente para mostrar o quanto sou ou estou lerda ou não... Por enquanto, o que posso dizer é que não posso reclamar de 2012 e espero que ele seja muito bom. A novidade do dia é que finalmente...