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Lar doce lar

Quanto tempo sem postar! Juro que não achei que fosse tanto tempo. Até pelo meu aniversário eu passei. E encontrei casa também. Depois de vários meses vivendo como cigana, finalmente encontrei um lugar. E hoje é minha primeira noite aqui. Acho que vou gostar daqui. Aliás, tem tudo para eu gostar. Um flatmate super gente boa, e uma casa super aconchegante. Bem, tenho trabalhado feito uma louca. Aos poucos estou assimilando o serviço, mas é muita responsabilidade, então o medo de errar é grande também. Quero ser boa, apesar de todo mundo dizer que é um trabalho fácil. Eu acho que pode até ser fácil depois que você está bem treinada, mas não tira o fato de que um simples descuido e pronto: levou gato por lebre. Fui super bem recebida na empresa e isso me deixou feliz. Sei que preciso ter mais atenção. Mas cometi um erro gravíssimo: achar que posso trabalhar seis dias por semana. Estou vendo que não posso, ainda mais com uma carga horária tão grande. Ou seja, em um mês estarei exa...

E ela voltou...

Quando decidi vir para a Nova Zelândia, eu estava certa de que tudo daria certo. Não sei porque, mas o medo era uma palavra que não fazia parte do meu vocabulário. E de certa forma tudo foi dando certo, apesar de todas as dificuldades. Eu sentia que podia e que conseguiria. No entanto, a uma semana de viajar para o Brasil, as coisas mudaram e aquele sentimento de confiança no futuro fugiu de mim. Fiquei sem chão, perdida e várias coisas foram acontecendo de forma que fui me sentindo cada vez mais perdida e mais fraca. O visto chegou e eu não conseguia achar o tão sonhado emprego de horário integral. E o meu emprego fixo não me permitia fazer nenhum tipo de plano por aqui. Sabia que onde eu estava morando era provisório e que teria que procurar outro lugar para morar. Na verdade, onde estou também é provisório (gostaria que não fosse). Mas agora pelo menos tenho uma luz no fim do túnel. Mas antes de falar da luz, preciso dizer o quanto isto tudo mexeu com meu organismo. Meus...

Observando o mar

Um dos melhores presentes aqui na Nova Zelândia está sendo acordar e olhar o mar e as montanhas. No meio a tantas emoções, situações que me colocaram a prova, e acho que no final me deixarão mais forte, eu estou conseguindo parar e contemplar o mar. Não estou mega inspirada para escrever ultimamente, mas pelo menos estou conseguindo enxergar a beleza das coisas. Depois de um período extremamente difícil, acho que estou voltando ao meu centro novamente. E não sei explicar exatamente como foi difícil, só que a minha sensibilidade estava tão alta que eu só queria chorar. E também não sei explicar como voltei ao normal. Bem, não sei se estou normal ainda, mas pelo menos não estou com tanta vontade de chorar. Tive até coragem de fazer algumas coisinhas, como mudar o visual. Agora tenho mechas no cabelo  e o tamanho diminuiu consideravelmente. Foi um choque quando vi o tanto que foi cortado no chão, mas estou super satisfeita com o resultado. Estou experimentando pela primei...

The Bucket List

Eu deveria neste momento vir falar sobre a minha vida de cigana, que acabou por pelo menos dois meses, aliás vou pensar que acabou para sempre, porque saindo daqui vou direto para a minha residência definitiva (espero que pare de me mudar tanto). Mas eu vou falar do filme que acabei de ver: The Bucket List . Não é um filme novo. Na verdade eu me lembro que ele foi lançado no Brasil também, só não me lembro o nome. Enfim, isso me fez pensar várias coisas e, inclusive, numa frase que li no livro que estou lendo ( Kim, The Kiwi o the Konig ). No livro, o conselho da mulher do Kim é que você nunca deve ter medo do que os outros pensam de você, é este medo que o paralisa e você não atinge o sucesso. A frase não é bem esta, mas este é o recado. Tenho pensado nisso há uma semana, desde quando a li. Já The Bucket List me fez pensar também neste medo que a gente sente e nos paralisa. Ou o conforto que preferimos ao risco do novo. Para ser bem sincera, o novo pode assustar e tudo vai d...

Vida cigana

Comecei na semana passada uma vida cigana e espero que ela não dure muito. Que em dois meses ou menos eu já esteja em uma moradia definitiva. Passei os últimos sete dias com a vista mais bonita que tive aqui em Auckland. E hoje o o céu ajudou e o sol sorriu para mim. O tempo está passando muito rápido e ando meio perdida. Mas ao mesmo tempo pensando e revendo várias coisas e conceitos. Embarquei numa grande aventura, aceitei uma proposta que jamais teria me imaginado aceitar. Ao menos no Brasil. Mas acho que se fosse diferente eu não estaria vivendo o que estou. E na verdade, agora estou aqui para arriscar. Estou num momento que estou arriscando o coração. E sinceramente, não é fácil isso quando já se decepcionou e sofreu inúmeras vezes na vida. Vivo uma relação de confiança, não sei porque, mas confio e sei que é recíproco. Mas daí isso crescer, eu não sei. Mas decidi pagar para ver. E em virtude disso, estou vivendo "ciganamente" desde a semana passada. Foi uma...

Encantada

Levei mais de um ano em Auckland para comecar a desbravar outras partes da cidade. Acho que mudar para o sul da cidade e a aquisicao do carro me deram mais liberdade para descobrir que existe mais que o centro da cidade. Depois de morar no sul por tres meses, agora estou no norte. Espero que por mais tempo, mas enfim, e a paisagem que tenho saindo de North Shore e atravessando a ponte que me encanta. A cidade das velas e realmente linda. E e complicado explicar o que vejo todas as noites quando atravesso a ponte. Uma cidade de luz, de mar, de barcos... Pena que hoje nao deu para ver direito. O tempo aqui nao ajuda muito. Voce consegue vivenciar as quatro estacoes do ano em apenas uma hora. E ultimamente a cidade esta sendo coberta de nevoeiro. E hoje e um desses dias. Este inverno esta bem diferente do ano passado.  Para ter uma ideia do que estou dizendo, aqui vai uma foto:  Ate breve!

Ser paciente

Está aí uma coisa que eu posso ser muito e outra que eu não gosto de ser. Paciente no sentido de ir ao médico me deixa bem impaciente. Odeio pensar na possibilidade de ter que tomar remédio. E do jeito que eu acordei hoje, pensei que teria que ser paciente hoje. Mas por milagre, meu corpo deu uma reagida no final do dia e aqui estou eu escrevendo no blog. Hoje foi um dia que quis realmente sumir. Voltar para o conforto e segurança da minha cidade natal. Com isso, acabei ouvindo músicas e relembrando os velhos tempos de lá. Fiz questão de colocar músicas bem alegres (daquelas do carnaval de Salvador) para ver se fazia meu corpo reagir. Definitivamente precisar de médico neste país não é uma coisa que me deixa muito tranquila. Por outro lado sou um ser paciente. Mas toda paciência tem limite também. E acho que a minha está chegando ao fim. Posso estar no calor das emoções, mas preciso pensar bem no que vou fazer. Bem, o jeito agora é continuar procurando casa (ainda na indecisão)...